domingo, 25 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
As mulheres católicas na 1.ª República
O papel das mulheres católicas na I República é visível na resistência a determinadas
medidas e, sobretudo, à execução da Lei da Separação (Abril de 1911). A posição é
assumida pela historiadora Maria Lúcia Brito e Moura, em entrevista à Agência ECCLESIA.
A especialista dá o exemplo do caso dos inventários - na Lei da Separação foi declarado
que os bens que, tradicionalmente, estavam em poder da Igreja passavam para o poder
do Estado. "As mulheres saíram em defesa desses bens. Houve necessidade de fazer
arrolamentos que deviam decorrer no prazo de 3 meses. Estas dificuldades surgiram no
Norte de Portugal, mais nas zonas rurais porque nas zonas urbanas era mais fácil uma
comissão de arroladores ir a uma igreja e passar despercebida".
Sobre o esforço anti-clerical do regime, Maria Lúcia Brito e Moura frisa que "na última
década antes do 5 de Outubro de 1910, os propagandistas republicanos "pregaram" ao
povo que o país só avançaria e teria progresso - na linha de Augusto Comte - se o estado
teológico fosse esquecido".
Ler aqui.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Of God and Men
«De Deuses e Homens», um filme do director francês Xavier Beauvois, é uma história real de oito monges cistercienses que foram feitos refens e assassinados por fundamentalistas islâmicos em 1996. Apesar de serem convivados a regressarem a França, o grupo recusou e optou por permanecer na conflictiva região das montanhas da Argélia, sabendo que correriam o risco de ser martirizados.
O filme foi galardoado no passado domingo com o «Grand Prix», que é o segundo mais alto galardão do festival.
É SURPREENDENTE: O EVANGELHO ESTÁ NA MODA NA MECA DO CIMEMA: Hollywood, e o cinema em geral, aposta agora em producçõess de inspiração cristã depois de comprovar o seu grande êxito. A industria do cinema americano está surpreendida pelo grande acolhimento que os novos filmes de temática cristã têm tido. PORQUE SERÁ?
Fonte: Padres Inquietos
Isabel Zaragoza Guerra: a freira pintora
Referência da pintura espanhola contemporânea, madre Isabel Guerra é uma pintora hiperrealista, em cujos quadros o tratamento da luz tem especial significado. Alguns tem comparado sua obra com a do pintor holandês Vermeer. Autodidata, iniciou-se na pintura aos doze anos, e, aos 23, ingressou na vida monástica. Vive atualmente em clausura, no “Monastério de Santa Lucía” ,da Ordem Cisterciense, em Zaragoza, Espanha. Para ela, “pintar e amar a Deus” se completam. O tema de seus quadros é, principalmente, a figura humana: jovens adolescentes -”porque asimilamos la esperanza a la juventud’, em atitudes de serenidade e repouso, mas também pinta naturezas mortas com grande maestria técnica. Autora também de livros, a cada tres anos vai a Madri expor seus trabalhos, que atrai enorme público. Acadêmica de honra da Real Academia de Belas Artes de San Luis e acadêmica correspondente da Real Academia de Belas Artes e Ciências Históricas de Toledo, Isabel começa sua jornada às cinco da manhã e, depois de quatro horas de oração, às nove e meia começa seu trabalho no ateliê de pintura. Este, é o único que diferencia sua vida das demais religiosas do mosteiro, já que estas se dedicam a restaurar livros antigos. A vida no convento serviu para um isolamento sereno das preocupações terrenas. Ela declara estar convencida que o mundo não deve perder as esperanças. Sua obra contém uma mensagem de resistência: “a beleza sendo possível, nem tudo está perdido…” “Mis lienzos buscan ser carta abierta a los hombres y mujeres de este tiempo, cuyas tumultuosas aguas forman imponente cascada que cae sobre el cauce estremecido del tercer milenio… ¡Ojalá pudieran ser carta dictada por el Sol que nace de lo alto! Una carta claramente iluminada por la Luz”. (Isabel Guerra)
Texto daqui.



sexta-feira, 11 de junho de 2010
Contra a Corrente
mundo. No meio deste mundo desorientado, hostil à fé católica, onde cresce o cinismo e a superfi cialidade, em que se exalta o presente e se cancela tudo o que remete para as coisas de Deus, ser padre é mesmo uma provocação.
Como disse ontem o Papa no encontro com milhares de sacerdotes - no encerramento deste ano que lhes foi dedicado – apesar das difi culdades, o mais importante é estar apaixonado por Cristo e contagiar os outros com o Seu fogo de amor.
Afinal, é isso mesmo que Bento XVI testemunha com a sua própria vida. Ele e dezenas de milhares de sacerdotes que livremente dizem “sim” a Cristo. Prontos a dar a vida para nos testemunhar que vale a pena arriscar tudo por Ele – mesmo ao arrepio das modas deste mundo.
Aura Miguel
Bispo assassinado na Turquia mas os media por isto não se interessam...

En un primer momento, se dijo que el asesino, Murat Altun, sufría undesequilibrio mental y había actuado movido por la locura. Sin embargo, elabogado de la Iglesia turca, Ercan Eris, sostiene que no existe ningúninforme sanitario que demuestre la presunta enfermedad del asesino,destacando que éste «no puede haberse deprimido en un sólo día», destaca laagencia.
Sí parece, en cambio, que «en los últimos tiempos él mismo decía que estabadeprimido pero esto podría haber sido una "estrategia" ideada por Murat parapoder defenderse», agrega.
La autopsia de los médicos reveló que monseñor Padovese había recibido ochocuchilladas en la zona del corazón, además de otras muchas por todo elcuerpo. Además, su cuerpo había sido decapitado.
Según Asianews, algunos testimonios afirman que tras el asesinato, Muratsubió al techo de la casa gritando: «He matado al gran satanás!¡Allah Akbar!(Alá es grande)». Todo ello lleva a «intuir» que pueda haberse tratado de un«sacrificio ritual contra el mal», por lo que el asesinato podría estarrelacionado «con los grupos ultranacionalistas» y «fundamentalistasislámicos que quieren eliminar a los cristianos de Turquía», agrega laagencia misionera.
Ahora, «ante estos nuevos y espeluznantes detalles, habría que revisar lasdeclaraciones del Gobierno turco y las primeras convicciones expresadas porel Vaticano», que aseguró que el asesinato no tenía connotaciones políticasy religiosas, concluye la agencia.
Entre tanto, esta tarde se celebraron los funerales del obispo en laCatedral del Vicariato Apostólico de Anatolia. En la homilía, el arzobispode Esmirna, monseñor Ruggero Franceschini, aseguró que la muerte de Padovese«recuerda que la fidelidad al Evangelio, en ciertas situaciones, puede serpagada incluso con la sangre».
sábado, 29 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Dossier sobre abusos na Igreja
Está disponível, a partir de hoje, na página da Renascença
na Internet, um dossier multimédia, dedicado ao
assunto dos abusos na Igreja.
Em “Pedofi lia: Marcas de Sofrimento”, encontrará um
pacote de informação muito completo, com recurso a
entrevistas com especialistas, arquivo das principais notícias
sobre o assunto, declarações de altas fi guras da
Igreja e uma cronologia completa dos principais desenvolvimentos.
Poderá encontrar, ainda, as indicações da Santa Sé sobre
como proceder nestes casos e ligações para os principais
documentos ofi ciais, ligados às questões dos abusos sexuais
e da pedofi lia, praticada por membros do clero,
num escândalo que tem ganho maiores proporções nos
últimos meses.
Dossier disponível em http://www.rr.pt/informacao_
detalhe.aspx?fi d=95&did=100860
domingo, 11 de abril de 2010
Repensar seriamente o casamento de homens ordenados
É contraditório afirmar o celibato como um carisma e, depois, impô-lo como lei. Por isso, muitas vozes autorizadas na Igreja pedem uma reflexão séria sobre o tema. Há muito que o cardeal Carlo Martini faz apelos nesse sentido. Agora, junta-se-lhe o cardeal Ch. Schönborn, de Viena. O bispo auxiliar de Hamburgo, J.-J. Jaschke, sem pôr em causa o celibato livre, afirmou que "a Igreja Católica se enriqueceria com a experiência de padres casados".
Ver mais aqui (Anselmo Borges, DN).
terça-feira, 6 de abril de 2010
A Pedofilia e a Igreja
Entrevista que o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada concedeu ao Expresso, tendo respondido por e-mail às perguntas que lhe foram feitas. A entrevista não foi usada na peça que o Expresso escreveu sobre o tema da pedofilia e a Igreja, sem que o Padre Gonçalo tenha recebido qualquer explicação ou sequer agradecimento pelo incómodo. Como me parece que é de utilidade para todos com autorização do autor, divulgo-a hoje, agradecendo desde já ao Padre Gonçalo a clareza com que trata o assunto.
1. Qual a sua opinião sobre o fenómeno da pedofilia na Igreja Católica?
Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada: Como é evidente, não posso deixar de lamentar todos os crimes de abusos de menores. Não só lamento sinceramente todos os casos de pedofilia como espero que as entidades civis e eclesiais competentes tomem as medidas adequadas para a total erradicação deste fenómeno na sociedade e na Igreja. Não ignoro, contudo, que a esmagadora maioria destes casos ocorre no seio das famílias, sobretudo das mais disfuncionais, e das instituições do Estado, como o triste caso Casa Pia demonstrou, e não nas instituições da Igreja que, embora também vulneráveis, são, por regra, exemplares no seu desinteressado e muitas vezes heróico serviço aos mais necessitados.
2. Como explica o facto deste fenómeno ter assolado a Igreja Católica?
Pe. GPA: Há um manifesto exagero na afirmação de que este fenómeno tem «assolado a Igreja». Temo que o sensacionalismo criado à volta destes casos e o modo como a Igreja Católica tem sido a eles associada por certa imprensa não seja de todo inocente.
3. Quer exemplificar?
Pe. GPA: Com certeza. Segundo Massimo Introvigne, que cita um estudo de 2004 do John Jay College of Criminal Justice, foram 958 os padres acusados de pedofilia nos Estados Unidos, num período de 42 anos, tendo resultado a condenação de 54, aproximadamente um por ano. Se se tiver em conta que nesse mesmo lapso de tempo foram condenados pelo crime de pedofilia 6.000 professores de ginástica e treinadores desportivos, é necessário concluir que o principal alvo desta campanha mediática não é a pedofilia, que é apenas um pretexto, mas a Igreja e, mais especificamente, o Papa e o sacerdócio católico. Com efeito, é significativo que, citando Jerkins, a maior parte dos casos de abusos de menores protagonizados nos Estados Unidos por clérigos tenham sido perpetrados por pastores protestantes e não por padres católicos e, no entanto, contrariando a mais elementar justiça e objectividade, são apenas estes últimos, em termos mediáticos, os bodes expiatórios...
4. Entende então que se trata de uma perseguição contra a Igreja Católica?
Pe. GPA: Certamente. Qualquer pessoa de bem, mesmo não sendo católica, vê com preocupação esta crescente onda de intolerância laicista, porque sabe que, hostilizada a Igreja Católica ou neutralizada a sua acção social, quem fica a perder é a família, porque nem o Estado nem nenhuma outra instituição é capaz de assegurar o serviço que a Igreja Católica presta às famílias portuguesas, sobretudo às mais carenciadas.
5. A Igreja portuguesa está a investigar com a necessária diligência as suspeitas sobre padres pedófilos?
Pe. GPA: Muito embora a hierarquia eclesiástica não possa, nem deva, ignorar as suspeitas de padres pedófilos, não só não é sua principal missão investigar estes casos como também não conta com estruturas adequadas para uma tal missão. Mais do que a lógica da suspeita e da delação, tão ao gosto dos novos fariseus, a Igreja há dois mil anos que se rege pela lógica da confiança e do perdão, seguindo o exemplo do seu Mestre que, embora provocando a indignação dos hipócritas, desculpou a adúltera, como também perdoou a tripla traição de Pedro. Mais do que poder ou tribunal, a Igreja é comunhão e família e, por isso, alegra-se e sofre com todas as glórias e misérias dos seus filhos. A Igreja, que é santa na sua origem e nos seus fins, é pecadora nos seus membros militantes que, contudo, não enjeita, se neles reconhece um autêntico propósito de conversão.
6. Quer com isso dizer que a Igreja condescende com a pedofilia do seu clero?
Pe. GPA: De modo nenhum, pois a Igreja não condescende nunca com a prevaricação de quantos, investidos na especialíssima responsabilidade do ministério sacerdotal, desonram essa sua condição. Possivelmente, a condenação mais severa de todo o Evangelho é a que Cristo dirige precisamente aos pedófilos e a quantos são motivo de escândalo para os mais novos. Esse ensinamento evangélico, como todos os outros, não é letra morta na doutrina, nem na praxe eclesial.
7. Pode dar alguns exemplos de documentos da Igreja sobre esta questão?
Pe. GPA: Sem a pretensão de ser exaustivo, permita-me que, a este propósito, recorde alguns dos mais recentes documentos da Santa Sé sobre este particular: - a instrução Crimen sollicitacionis, de 1922 e que, em 1962, o Beato João XXIII reafirmou e na qual se esclarece a obrigação moral de denunciar estes casos; - o Código de Direito Canónico, que reafirma a excomunhão automática, ou seja, a imediata expulsão da Igreja, do confessor que alicia o penitente, qualquer que seja a sua idade ou género, para um acto de natureza sexual; - o Catecismo da Igreja Católica, que renova a condenação da pedofilia; - e o documento De delictis gravioribus, de 2001, que regulamenta o Motu Proprio Sacramentum Sanctitatis tutela, do Papa João Paulo II que, para evitar qualquer local encobrimento destes delitos, atribui a necessária competência à Congregação para a Doutrina da Fé, então presidida pelo actual Papa.
8. Não obstante esta condenação formal da pedofilia, não é verdade que tem faltado vontade política de aplicar as correspondentes sanções?
Pe. GPA: À hierarquia da Igreja não tem faltado a firmeza necessária para punir os eclesiásticos que incorreram em actos desta natureza. Foi o que aconteceu a um cardeal arcebispo de uma capital centro-europeia, que foi recluído num convento e proibido de qualquer acto público. Foi também o caso do fundador de uma prestigiada instituição religiosa, que foi também suspenso do ministério pastoral, demitido das suas funções de governo na estrutura eclesial por ele fundada, que foi sujeita a inspecção canónica, e obrigado a residir em regime de quase-detenção numa casa religiosa.
9. E se se vier a verificar algum caso no clero português?
Pe. GPA: Como se sabe, graças a Deus não há memória de nenhum sacerdote português, diocesano ou religioso, que tenha sido alguma vez condenado por um crime desta natureza. Se porventura se desse também entre nós algum caso, não tenho dúvidas de que o nosso episcopado, de acordo com as normas a que está obrigado, saberia agir com justiça e caridade.
10. Concorda com as críticas veladas de vários sectores da sociedade que acusam a Igreja de pouco fazer para garantir a total transparência destes processos? A maioria dos casos suspeitos é, regra geral, arquivado pelo Ministério Público. Segundo algumas fontes policiais, «as vítimas retraem-se mais tarde, devido ao ascendente dos alegados agressores».
Pe. GPA: Dada a minha sensibilidade cristã e formação jurídica, causa-me algum desconforto o uso e abuso de expressões tão vagas e perigosas como «críticas veladas», «casos suspeitos», «alegados agressores», porque tendem a criar uma suspeição generalizada. Há um princípio geral de inocência que não pode ser contrariado: um político, um professor, um padre ou um desempregado que seja burlão não faz da sua mesma condição todos os políticos, professores, padres ou desempregados. Se um violador que é engenheiro, como o recentemente detido, não infama todos os engenheiros, nem suscita uma caça aos engenheiros violadores, porque razão um padre pedófilo, se o houver, provoca esta tão desmedida reacção nos meios de comunicação social?!
11. Pode-se dizer que a associação entre pedofilia e sacerdócio católico não é arbitrária, na medida em que é entre os padres que tendem a verificar-se delitos desta natureza?
Pe. GPA: Não, porque uma tal pressuposição carece de fundamento, como as estatísticas mais recentes provam. Por exemplo, na Alemanha, segundo Andrea Tornielli foram notificados, desde 1995, 210.000 casos de delitos contra menores, mas apenas 94 desses casos diziam respeito a eclesiásticos, ou seja, um para cada dois mil envolvia algum sacerdote ou religioso católico. O inquérito Ryan, sobre a situação na Irlanda, é também esclarecedor porque, num universo de 1090 crimes cometidos contra menores em instituições educativas, os religiosos católicos acusados de abusos sexuais foram 23.
12. Talvez alguém entenda que, muito embora haja também pedófilos que não são padres, o crime para que mais tendem os sacerdotes católicos é o abuso de menores.
Pe. GPA: Também não é verdade porque, de acordo com Mons. Scicluna, perito da Congregação para a Doutrina da Fé, que é o organismo da Santa Sé que superintende estes casos, entre os anos 2001 e 2010, houve notícia de 300 casos de pedofilia num total de 400.000 padres. Além disso, os abusos de menores são apenas 10% de todas as acções criminais praticadas por sacerdotes católicos.
13. Mas do ponto de vista da psiquiatria, tudo leva a crer que o celibato sacerdotal é, em boa parte, responsável pelos abusos de menores realizados pelo clero católico…
Pe. GPA: Pelo contrário. Manfred Lutz, um psiquiatra especialista na matéria, afirmou que o celibato sacerdotal não só não incita à prática destes crimes como até favorece uma atitude de respeito e de ajuda aos menores. Esta conclusão científica prova-se também pelo facto de, entre os clérigos condenados por este crime, haver mais pastores protestantes, casados, do que sacerdotes católicos, celibatários, e ainda porque a grande maioria dos pedófilos são casados o que, obviamente, não pode ser usado contra o casamento.
14. Consta na opinião pública que a maioria dos casos suspeitos de padres pedófilos, não é objecto de investigação, nem de posterior procedimento criminal…
Pe. GPA: Se assim é, de facto, não é certamente por culpa da Igreja, que nada tem a ver com as investigações policiais, nem muito menos com as diligências judiciais. Embora se tenda a crer que a Igreja e o seu clero gozam de um tratamento de excelência na sociedade portuguesa, a verdade é que não deve haver instituição pública nem classe profissional mais maltratada nos media do que a Igreja Católica e os seus sacerdotes.
15. Porque o diz?
Pe. GPA: Permita-me que lhe dê um exemplo. Há uns meses atrás, um pacato pároco português foi detido com enorme aparato por quatro ou cinco polícias trajados a rigor, como se o pobre padre de aldeia fosse um perigoso terrorista, quando na realidade era apenas um mero caçador que tinha por licenciar algumas armas. À notícia, transmitida nos noticiários televisivos, foi dado um aparato que, de não ser dramático, teria sido ridículo, até porque aquele pacífico sexagenário não representava nenhum perigo público. Não foi com certeza por acaso que se forjou toda aquela fantástica encenação, como também não foi por acaso que se convidaram as televisões… Mas factos ocorridos há dezenas de anos numa instituição pública, como a Casa Pia, e de que foram vítimas dezenas de adolescentes, ainda não conhecem uma decisão judicial… Será isto justiça?!
16. Mas não acha que o incumprimento de uma obrigação por um padre é um escândalo?
Pe. GPA: É verdade que é exigível aos prestadores de serviços públicos uma especial responsabilidade: é razoável que o incumprimento de uma obrigação fiscal por parte um governante seja notícia, mas já o não seja se o prevaricador for um anónimo cidadão. Mas o escândalo não pode ser utilizado como arma de arremesso ideológica, sob pena de que aconteça aos padres católicos de agora o que aconteceu aos judeus alemães, durante o regime nazi.
17. Surpreendem-no estes casos de padres pedófilos?
Pe. GPA: Nenhum pecado é surpresa para nenhum padre e todos os padres sabemos que somos capazes de todos os erros e de todos os horrores. Não é por acaso que, na Semana Santa, a Igreja recorda o tristíssimo caso de Judas Iscariotes, que muito significativamente os evangelistas não silenciaram, quando poderiam tê-lo feito, a bem do prestígio da sua condição sacerdotal e do bom nome da Igreja. Graças a Deus conheço muitos padres, quer seculares como eu, quer religiosos, e confesso-lhe que não conheço nenhum que não mereça a minha admiração.
18. Tem ouvido, mesmo que rumores, de casos de pedofilia por parte de alguns padres? Ou é uma completa surpresa para si a existência deste tipo de casos, que acabam por manchar o nome da instituição secular?
Pe. GPA: Tenho uma enorme devoção por todos os meus irmãos sacerdotes, na certeza de que até no menos bom há, pelo menos, a grandeza do dom e da missão a que foi chamado. Também não ignoro que nenhum de nós, por mais qualidades que possa ter, é indigno dessa graça, pelo que nunca me surpreenderá encontrar nos outros alguma da miséria que diariamente descubro em mim. Mas, mesmo que essa constatação possa de algum modo perturbar-me, confesso-lhe que mais do que a traição de Judas, me admira a santidade e o martírio dos outros onze apóstolos. Talvez por isso, não tenho tempo para ouvir esses rumores de que fala, ou tempo para olhar para essas manchas a que alude e que não ignoro, porque prefiro contemplar a eterna beleza da Igreja, que procuro amar com todo o meu coração.
19. Já denunciou algum caso às autoridades eclesiásticas?
Pe. GPA: Denunciar é um termo que não faz parte do meu dicionário e, como padre, a minha missão não é acusar o culpado, mas perdoar o arrependido.
20. Já teve alguma suspeita de abusos por parte de algum colega seu?
Pe. GPA: Como não é meu hábito falar das vidas alheias, permita-me que, em vez de falar dos meus colegas, lhe diga o que eu desejaria que me acontecesse se caísse numa dessas situações, até porque é isso mesmo que desejo aos meus irmãos sacerdotes. Se tivesse um dia a desgraça de incorrer nalgum comportamento menos próprio da minha condição sacerdotal, agradeceria que os meus irmãos na fé, padres ou não, tivessem a coragem de me fazerem a correcção fraterna, tal como Nosso Senhor determinou. Se o meu desvario persistisse, não obstante essa caridosa advertência, aceitaria de muito bom grado que o meu bispo utilizasse todos os meios ao seu dispor, sem excluir os civis e penais, para a minha emenda, na certeza de que essa expiação, embora dolorosa, contribuiria decerto para o bem das almas e para a minha salvação.
(Recebido por e-mail.)
domingo, 4 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Freira estilista

Mais aqui.
terça-feira, 23 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
O dever de romper o silêncio
A Europa cala-se. Tal como se cala a esmagadora maioria dos media, dos políticos, dos analistas e até dos que se arrogam “defensores das minorias”. Como se houvesse minorias boas e minorias más. As minorias boas que vivem no Ocidente (e que é preciso defender com unhas e dentes); e as outras, que é melhor ignorar, mesmo quando se trata de massacres sucessivos. Romper esta onda de silêncio é um dever e uma obrigação. Sob pena de sermos coniventes.
O que é a Quaresma?
Você quer jejuar
e fazer abstinência
nesta quaresma ?
Abstenha-se de julgar os outros
e descubra o Jesus que mora neles.
Abstenha-se de palavras ofensivas
e encha-se de frases elogiosas.
Abstenha-se do descontentamento
e encha-se de sentimentos de gratidão.
Abstenha-se de sentimentos de raiva
e encha-se de mansidão e paciência.
Abstenha-se do pessimismo
e encha-se de confiança no Senhor.
Abstenha-se de preocupações demasiadas
e encha-se da lembrança da ternura de Deus.
Abstenha-se de queixar-se de tudo
e encha-se das belezas da criação.
Abstenha-se de trabalhar sob pressão
e encha-se de tempos de oração.
Abstenha-se da amargura e tristeza
e encha de alegria o seu coração.
Abstenha-se do sentimento de rancor
e encha-se de atitudes de reconciliação.
Abstenha-se das muitas palavras vazias,
para encher-se de silêncio e escuta ...
... pois este é o jejum e a abstinência
que Jesus espera de cada um!
Que tenhamos a graça de bem
aproveitar esse tempo de quaresma,
para uma boa preparação
à festa da Páscoa do Senhor.
segunda-feira, 8 de março de 2010
A procura do essencial
Frei Bento
domingo, 7 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
A humilhação

Ora et Labora
“O
monge é um baptizado que, dentro do corpo da Igreja,
se dedica de um modo especial ao louvor de Deus.
A Igreja precisa de gente assim, sempre precisou e
sempre vai precisar. Mas também estou consciente de
que nem toda a gente percebe a relevância disso. Eu
entendo muito bem o que é dedicar uma vida à oração
e ao louvor de Deus e como misteriosamente isso vale
para todo o corpo da Igreja. Quando estou a fazer uma
oração, mesmo que individualmente, sei que isso benefi
cia o mundo inteiro. Se não tivesse esta convicção,
não fazia qualquer sentido, era uma busca que teria
muito, se não de egoísta, pelo menos de egocêntrico.
Isso inviabilizaria a minha vida monástica. Mas são
coisas que não se explicam de uma forma meramente
racional. São descobertas que o próprio faz, que outros
fi zeram antes dele e que outros farão depois, e
quem não fi zer essa descoberta, percebo muito bem
que tenha difi culdade em entendê-la”.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
A experiência da primeira pastora da Igreja Evangélica Presbiteriana
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
4.º Dia de Quaresma
Em "sin-tonia"
Cinzas
Da Chama
Que brotaram
Que arderam
Que consumiram
Que encandesceram
Que alumiaram
Que despertaram
Que aqueceram
Que brilharam
Que renasceram
Uma Fénix nova
1.º Dia de Quaresma
Este é o 1.º Dia da Quaresma do ano de 2010 da Era Cristã.Durante os 40 dias que se seguirão, irei fazer deste blog a minha folha de papel e das teclas do computador a minha pena. Irei viver a Quaresma, aqui, na blogosfera... porque há muito tempo que não saboreio esse tempo a que chamam de Quaresma... Ao menos este é o meu propósito: mal ou bem, irei viver a Quaresma, redescobri-la.




































